Não é o programa que define você

Não é o programa que define você

Programas gráficos são tão ferramentas quanto lápis HB e 2B. Se você já desenhou com grafites diferentes, sabe bem do que estou falando. Há programas e grafites mais adequados para certas finalidades, mas, no final das contas, todos eles dão a possibilidade de finalizar um desenho ou arte. Ou seja, para você ser um motion designer, artista 3D ou diretor de arte, o programa que você utiliza é o que menos conta na equação de competências que você deve ter para realizar bons projetos gráficos.

Este texto é uma opinião minha, uma vez que sou “software agnóstico”. Atualmente eu trabalho com Cinema 4D, Blender, Modo, 3DCoat, ZBrush, Substance Painter, After Effects, Photoshop e Illustrator, sem contar motores de render e plugins, tais como Redshift e X-Particles. Uma das vantagens de se trabalhar com tantos programas é que você aprende as vantagens e desvantagens de cada um e escolhe a melhor opção para executar determinado trabalho. Porém, não é a quantidade de programas ou sequer um nome específico que determina a qualidade do meu, do seu, ou do nosso trabalho. Se você sabe criar, entendo princípios que vão além das meras ferramentas de trabalho, então o programa que você utiliza é o que menos importa. O vídeo acima foi feito por mim num programa 3D diferente do famoso Cinema 4D. Sabe dizer qual foi?

Por exemplo, há várias competências que um motion designer precisa dominar antes mesmo do software – o lugar onde ele vai executar suas ideias. Que tal começar com design gráfico? Eu acredito que Motion Design nada mais é do que Design Gráfico em movimento. Os mesmos princípios, leis e regras do design impresso se aplicam ao motion, com a adição de todo um conhecimento de animação derivado da animação clássica (os 12 princípios).

Conhecimento sobre cores, tipografia, composição visual, hierarquia da informação, usabilidade, ilustração, tudo isso é o mais importante na hora de criar qualquer projeto gráfico. Mais do que os programas que você utiliza. E não só isso, mas também noções de branding, semiótica e processos criativos são igualmente necessários uma vez que o mercado hoje exige que o Motion Designer também saiba criar e desenvolver, além de simplesmente executar.

Isso tudo, claro, vale também para 3D. Há uma quantidade cada vez maior de diretores de arte que estão agregando o 3D no seu portfólio como um elemento diferenciador competitivo. O 3D, por si só, não é uma linguagem própria e sim um estilo para dar vazão a todo um conhecimento prévio que envolve de teoria das cores até composição visual.

A moral da história é que não existe programa melhor ou pior. E mesmo que um programa seja mais adequado para determinada tarefa, não é ele que fará o trabalho criativo e sim o seu conhecimento e suas ideias. Se você acha que talvez seu trabalho não seja bom o bastante, quem sabe antes de assistir novos tutoriais no YouTube você possa se interessar em ler alguns livros que podem abrir sua mente. Nós fizemos uma listagem de livros para estudar Design Gráfico que podem te ajudar.

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